Amor, uma realidade ou uma utopia?

Quando pensamos em amor, logo imaginamos um jovem casal apaixonado, vivendo um lindo romance, a olhar as estrelas em uma noite de verão, ou então diante de um jardim em plena primavera. Dificilmente pensaremos em um casal de idosos, por exemplo, passeando de mãos dadas, depois de uma vida inteira juntos.

Há uns dois meses, em um domingo de manhã, quando saí para fazer uma caminhada, passei por um casal de aproximadamente setenta anos, andando de mãos dadas. Este fato incomum chamou minha atenção. Reparei também que em vários momentos ocorreram demonstração de carinho entre eles.

Aquela cena conduziu-me a uma reflexão sobre o que realmente é o amor, não aquele amor que se confunde com uma paixão ardente, mas sim o amor verdadeiro, capaz de durar uma vida inteira.

Durante o trajeto da caminhada, fiquei imaginando como aquele casal foi capaz de superar os problemas que geralmente acabam afastando um do outro, como por exemplo, os filhos, as dificuldades financeiras, a própria idade, as doenças e a banalização do compromisso do casamento, tão freqüente nos dias atuais.

Não foi difícil concluir que aquele casal desfrutara da forma mais pura e verdadeira do amor, aquele baseado na confiança, no companheirismo, na tolerância, na dedicação e na fidelidade para que esse relacionamento pudesse evoluir tanto.

Mas pense você, o amor não é capaz de superar os problemas que ocorrem no cotidiano de um casal?

Diante de tantas separações, o que está faltando, ou o que está se sobressaindo em relação ao sentimento amoroso? Será que as pessoas estão perdendo a capacidade de amar verdadeiramente, ou apenas confundem o amor com paixão? Ou ainda, será que as pessoas deixaram de amar o ser para amar os objetos, como o dinheiro e a estética?

Eis algumas questões sobre as quais, o ser humano, por estar tão voltado para o materialismo, não consegue refletir.


1 Response to Amor, uma realidade ou uma utopia?

Vanessa
8 de junho de 2011 às 17:43

temos uma escritora na turma =)

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